Governador deveria ouvir o povo antes de fazer a reforma administrativa

O governador do Estado apresentou o projeto de reforma administrativa, que pretende extinguir algumas secretarias de Estado, como a Secretaria de Trabalho, Secretaria da Juventude, Esporte e Lazer. Também quer fundir algumas outras secretarias ligadas à Ciência e Tecnologia e de Cidadania. Em pronunciamento nesta quinta-feira (3), no plenário da Câmara Federal, o deputado federal José Ricardo (PT/AM) manifestou preocupação com essa decisão, principalmente, em relação ao fim da secretaria voltada para a juventude.


Para o deputado, se houver um processo de transparência, corte de gastos, revisão de contratos de empresas terceirizadas, algumas envolvidas em escândalos de desvio de dinheiro, redução de alguns cargos comissionados, pode-se ter uma gestão eficiente, sem a necessidade de comprometer políticas públicas, nesse caso, voltados para a juventude, para a ciência e tecnologia, para os desempregados e também para as pessoas com deficiências.


“O governador deveria abrir o debate com a população, profissionais da saúde, da educação e outras áreas, antes de concluir essa reforma administrativa, prestar contas do que fez e do que vai fazer e os objetivos da mudança. Estamos questionando, nos somando, inclusive, com o Sindicato dos Professores, que disse que, na hora em que se junta Secretaria de Juventude com a Educação, vai se deixar de lado o foco da Juventude, não vão ter recursos suficientes para dar prioridade. No final, vai comprometer tanto a educação quanto as políticas dos jovens. Então, estamos encaminhando nossa manifestação contrária e ao mesmo tempo nos somando aos jovens, que protestam e querem o direito de ter as políticas voltadas para si”.

Juventude perderá muito com o fim da Sejel


“Falta debate com a sociedade. Será que a população não saberia dizer suas prioridades e necessidades? Temos que perguntar também se com o fim dessas secretarias e criação de outras, haverá economia ou apenas retirada de políticas públicas para a sociedade. O Brasil teve grandes avanços em políticas sociais nos governos, com o Estatuto da Juventude e com a política nacional voltada para os jovens. E agora isso tudo vai ser desmontado. Ao acabar com as secretarias, o Estado tira o foco dessas prioridades”, declarou.

Ciência e Tecnologia não é prioridade do governo do Estado
Em relação à ciência e tecnologia, ele alerta que a preocupação já é antiga, uma vez que governos passados acabaram com a secretaria, considerado um grande retrocesso. “Estamos falando de investimento necessário em ciência e tecnologia, que o atual Governo está cortando. Acho que tem que ter bom senso. Não adianta ter uma reforma que diz que vai economizar R$ 5 milhões, diante de um orçamento de quase R$ 18 bilhões. Fala-se em R$ 5 milhões e não se demonstra, afinal de contas, qual vai ser a eficiência”, retrucou.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*