Economia Educação

José Ricardo defende mais emprego e educação e menos armas para enfrentar a violência

O Projeto de Lei 3.723-C/2019, que trata a flexibilização do registro, posse, porte e comercialização de armas de fogo e munição, está em discussão e foi levado à votação hoje (30) na Câmara Federal. Diante disso, o deputado José Ricardo (PT/AM) alertou nesta quarta, durante Sessão Plenária da Câmara Federal, que a proposta não é a solução para os problemas de segurança do país. Ele destacou ainda, que, segundo a Polícia Federal, o número de registros de armas de fogo cresceu de 3.055 em 2004, período em que entrou em vigor o Estatuto do Desarmamento, para 33.031 em 2017, e que hoje já tem registrado mais de 1 milhão de armas. Contudo, destaca o parlamentar, a criminalidade e a quantidade de assassinatos cometidos por arma de fogo estão entre as principais preocupações da população, portanto, isso demonstra que a aprovação do PL não é a solução para segurança.

De acordo com o Mapa da Violência deste ano, o número de assassinatos por arma de fogo no Brasil chegou a 47.510 mil pessoas. Além disso, José Ricardo chama atenção para o fato de que o grande problema, mesmo após a aprovação do Estatuto do Desarmamento, as grandes empresas representantes da indústria bélica e armamentista continuaram minando a opinião pública em desfavor do Estatuto, prova disso é o crescimento do registro de armas. “Essa proposta facilita a posse de armas, mas não vai resolver o problema da violência na sociedade. Em todo o país, entidades, especialistas e estudiosos na questão da violência se manifestam contrários a essa medida. Uma das maiores preocupações é com o aumento de mortes por arma de fogo, por motivos banais ou fúteis, nas brigas no trânsito, nas discussões em família, nos bares e tantos ambientes, onde pessoas, `chamadas de bem´, acabam perdendo a cabeça e matando pessoas próximas com o uso da arma de fogo”, destacou.

Sobre o PL, disse o deputado, o próprio MPF se posicionou contrário aos pontos apresentados, dentre eles, aumentar a quantidade de armas de uma única pessoa, podendo possuir até 06 armas em sua casa. E vários especialistas em segurança pública, tanto do Brasil quanto no mundo, já emitiram pareceres afirmando que a flexibilização da posse e do porte de armas não reflete na melhoria da segurança das pessoas nem do país.

Portanto, José Ricardo é contra esse PL e defende uma ampla ação nacional para enfrentar a violência combatendo as raízes do problema que estão vinculadas à necessidade de geração de emprego e renda, melhoria e ampliação dos aparelhos de segurança pública e investimento pesado em Educação. “O que o melhor caminho é armar o povo com trabalho, educação e oportunidades”, concluiu.

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